28/07/2009

Eu, quando visto pelo outro




Quem sou eu? Eu vivo pra saber. Interessante descoberta que passa o tempo todo pela experiência de ser e estar no mundo. Eu sou e me descubro ainda mais no que faço. Faço e me descubro ainda mais no que sou. Partes que se complementam.

O interessante é que a matriz de tudo é o "ser". É nele que a vida brota como fonte original. O ser confuso, precário, esboço imperfeito de uma perfeição querida, desejada, amada.

Vez em quando, eu me vejo no que os outros dizem e acham sobre mim. Uma manchete de jornal, um comentário na internet, ou até mesmo um email que chega com o poder de confidenciar impressões. É interessante. Tudo é mecanismo de descoberta. Para afirmar o que sou, mas também para confirmar o que não sou.

Há coisas que leio sobre mim que iluminam ainda mais as minhas opções, sobretudo quando dizem o absolutamente contrário do que sei sobre mim mesmo. Reduções simplistas, frases apressadas que são próprias dos dias que vivemos.

O mundo e suas complexidades. As pessoas e suas necessidades de notícias, fatos novos, pessoas que se prestam a ocupar os espaços vazios, metáforas de almas que não buscam transcendências, mas que se aprisionam na imanência tortuosa do cotidiano. Tudo é vida a nos provocar reações.

Eu reajo. Fico feliz com o carinho que recebo, vozes ocultas que não publico, e faço das afrontas um ponto de recomeço. É neste equilíbrio que vou desvelando o que sou e o que ainda devo ser, pela força do aprimoramento.

Eu, visto pelo outro, nem sempre sou eu mesmo. Ou porque sou projetado melhor do que sou, ou porque projetado pior. Não quero nenhum dos dois. Eu sei quem eu sou. Os outros me imaginam. Inevitável destino de ser humano, de estabelecer vínculos, cruzar olhares, estender as mãos, encurtar distâncias.

Somos vítimas, mas também vitimamos. Não estamos fora dos preconceitos do mundo. Costumamos habitar a indesejada guarita de onde vigiamos a vida. Protegidos, lançamos nossos olhos curiosos sobre os que se aproximam, sobre os que se destacam, e instintivamente preparamos reações, opiniões. O desafio é não apontar as armas, mas permitir que a aproximação nos permita uma visão aprimorada. No aparente inimigo pode estar um amigo em potencial. Regra simples, mas aprendizado duro.

Mas ninguém nos prometeu que seria fácil. Quem quiser fazer diferença na história da humanidade terá que ser purificado neste processo. Sigamos juntos. Mesmo que não nos conheçamos. Sigamos, mas sem imaginar muito o que o outro é. A realidade ainda é base sólida do ser.


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08/06/2009

Jogo de cintura




O sociólogo dirá que tem a ver com o "jeitinho" brasileiro de se esquivar, de dar um jeito em tudo. O sambista vai falar que é uma nova dança, derivada do pagodão do crioulo doido. Já a Suélli, dirá, metendo o bedelho (como sempre), que é justamente do que ela e a mulherada precisam no momento.

Dos dois termos. Primeiro que quanto à minha cintura, só será de boneca quando a "Barbie sedentarismo" estiver no mercado. E segundo, que o jogo em si já tá daquele jeito, né. Tabuleiro furado, peças perdidas.. "O que não pode é perder o rebolado".


Como Carla Perez, sou uma ótima estátua. "Rebolar" só se for por analogia mesmo e é aí que o juiz apita. O rebolado é necessário. Talvez não aquele da "dançarina" acima. A não ser que seu intuito seja fazer uma confraternização com os companheiros do bar do mané...

Passemos então à versão útil da coisa. Por falar nisso, nenhuma metáfora aqui já foi tão útil. Mexer a cinturinha nunca foi tão proveitoso. Saber fazer isso BEM é que é o importante. E há segredos para tanto remelexo sem cair do salto?

Meu povo (momento Oprah Winfrey), o tal segredo existe. Mas quem sabe não o dirá. Faz parte do jogo. Jogo da experiência bem aproveitada, talvez.

Ter jogo de cintura equivale a se dar bem no bombardeio. Sair do labirinto, enfrentar o problema e fazer bonito. É ter criatividade, ser flexível. Somar 2 mais 2 e tirar 5 :)


Ser mulher e fazer bem feito.

Como diz um amigo meu, é ter "malemolência". Não deixar a peteca cair.


Por favor, sejamos pessoas espertas. Daquelas que só descem até o chão sob efeito de álcool e ao som de "Boladona". Na vida real? Nem pensar. Desceu um degrau, sobe dois. E faça a barra dessa calça que nenhum contato será permitido.

Sabe fazer um barquinho pra se salvar do tsunami? Sabe ganhar um limão e fazer deles uma limonada suíça? Ganhou dinheiro com a poesia sobre a última desilusão amorosa? Bem vida ao time, cinturinha. Prepare-se para o próximo bambolê.

É necessário. O mundo (ainda) é machista e nós sabemos. Nos resta a tal tática, afinal, cintura só nós temos. Fazer direitinho é o mínimo. É a estratégia de aproveitamento das circunstâncias.


Delineia o que você é e o que você pode. Se pode carregar uma cruz pesada de madeira ou só um crucifixo de strass no pescocinho.

Faz tempo que ser mulher não significa só cabelo comprido, saia e batom. Quem quiser mais, vai ter mais. Quem souber mais, vai ser mais, por proporção. Cabeça erguida, tropeços vencidos e cintura requebrada.


Porque mulher boa não rebola a bunda, mas ganha aplausos do mesmo jeito.
S.

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31/03/2009




Saber conversar é uma arte, tão indispensável que deveria ser disciplina escolar. Conversar com pessoas que a gente não conhece ou não tem assunto é uma arte elevada à décima quinta potência! Não é só o caso de ter conhecimento, informação e saber passar as idéias para quem divide conosco o papo.


O buraco nessas ocasiões é bem mais embaixo.

Pra começar, o que conversar com uma pessoa que a gente muitas vezes não sabe o nome, onde trabalha, quais os hobbies? Inflação é chato demais. Novela geralmente é coisa de mulher e nem todas gostam. Futebol, política e religião são motivos de briga. A chic Glória Kalil já disse que falar sobre os d’s é a morte: doença, dieta e dinheiro. Nos resta o que então?


Mega Sena. Eis o assunto salvador das ‘rodinhas-onde-não-se-sabe-o-que-falar’. É tiro e queda. Fiz o teste numa festa do meu antigo trabalho e quando chegou, o momento crucial, só fiz uma perguntinha: “Gente, e o que vocês fariam com a grana da Mega Sena?” [isso na época em que ela estava acumulada em astronômicos R$ 55 MILHÕES de reais].

Pronto, o final da noite já estava garantido. Impressionante como todas as pessoas têm os seus planos e sonhos com a bolada. Viagens, compras, casa própria [aqui, em Paris, na Conchinchina], carros, brinquedinhos tecnológicos, caridade, plásticas, tudo o que o dinheiro pode comprar está na lista dos sonhadores “megasênicos”. Nessas horas, todo mundo é consciente, seguro, dono da razão. Queria ver na hora em que se confere o bilhete e os números todos batem, num seqüência maravilhosamente feliz. Não dá nem vontade de imaginar...

Como tudo o que é bom dura beeeeem pouco, principalmente os sonhos, uma hora a gente volta pra realidade e percebe que a vida é essa mesma, se virando pro salário durar até o final do mês e aumentando a lista dos projetos que algum dia podem se realizar. Ah, e o principal disso tudo: alguém aí jogou essa semana?


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29/03/2009

aquelas coisas que a gente não precisa comentar mas comenta...


passado recente.

Era como se eu controlasse o tempo. Pensando agora, no passado, parece que eu vivi tudo o que tinha que viver, só pra chegar até aqui. Ou seja, tudo o que passou foi importante, foi um passo a mais. E faz sentido agora. Engraçada essa minha mania de ter que escrever tudo, ter que registrar. E não é nenhuma pretensão, o propósito é criar um mapa de mim mesma. Entenderam? Autoconhecimento, é disso que se trata.
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E isso que me possibilita ver os degraus, compreender cada um deles. E entender, que ironicamente, cada queda também me faria subir. Férias de tudo então. De estudos, de Internet, de problemas e de mágoas. Ficou tudo pra trás. É bom pra respirar, sabe, lembrar finalmente que alguém aqui merece menos preocupações e mais alguns bons motivos. E possibilitar que esses bons motivos tomem conta de tudo, transforme todo o cenário, traga a vida que estava faltando aqui.
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Adoro essa coisa que tenho de me entregar assim a tudo. Dane-se a razão, pra quê diabos ela serviria mesmo? Ainda quando o machucado é grande, nunca discordei de que ouvir o coração era sempre a melhor saída. E nunca tive motivos concretos pra discordar disso, ou pra tentar fugir das regras que o fato de ser eu mesma impõe. Pelo contrário, o tempo só anda me mostrando que vivê-lo intensamente é sempre a melhor decisão. Nem que seja a longo prazo.
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Assim, foram feitas novas escolhas. É claro, o destino, a fé e a ironia ajudaram a dispor as opções. E mesmo sabendo que qualquer escolha envolve uma perda, deixei de lado toda a burocracia de qualquer sentimento, todos os poréns, e decidi pela minha felicidade. Esse ano está sendo importante. Desde o começo eu só venho aprendendo algumas coisas.
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Finalmente, parece que chegou a hora de colocá-las em prática. Parece que a sementinha que andei plantando por todo esse tempo finalmente está gerando frutos. E sendo que foi com os meus passos que cheguei aqui, não tem como não saber voltar. Segurança. Era isso que faltava. Foi isso que encontrei.
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Segurança, abraços infinitos e um sorriso que me quebra toda, que me faz enxergar a vida linda que ainda está por vir. Os erros de ontem são as soluções de hoje. E eu lembro bem, ¿amar a Deus e a ti mesma sob todas as coisas¿. Não, não vou me perder. A regra agora é soma, não subtração. Sou eu e você, e não eu pra você. Estando todas as coordenadas feitas, só me resta me entregar mesmo.
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Tu até agora só mostraste cada vez mais um espacinho que se ajusta totalmente aos meus conceitos e valores. E é desse espaço que eu quero fazer parte. Já soube o suficiente, já esperei demais, já me contive tanto... já teorizei, já expliquei.. e os caminhos me traziam sempre até você. Então faz como eu, abraça o destino e vive os bons resultados. Leva junto meu sorriso e uma idéia de felicidade concreta. Segura minha mão, pega meu coração e toma, independente de juntos ou separados, ele é teu.



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presente figurado.


Eu te chamei aqui porque queria te falar sobre grandeza. Mesmo mal te conhecendo, sofria de uma urgência de falar sobre o quanto eu aprendi nesses anos, o tanto que eu carreguei de bagagem, como alguém que volta de uma viagem cansada, mas ainda tem força pra mostrar as fotos.
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Eu te chamei, disfarçando essa inocência com algum conhecimento adquirido ao longo do tempo. E ostentando um resquício de orgulho,exibi meus valores, princípios e tudo aquilo que me fazia pensar ser uma mulher muito vivida. E você respondeu com silêncio. Um silêncio de alguém que escuta, atento, a uma informação que na verdade poderia continuar não dita, mas sabe-se lá o por quê, naquele dia era algo que te importava.
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Dedicado em interpretar cada palavra, gesto e tom de voz, você me deixou falar. Quando ninguém mais no mundo me ouvia. Eu te puxei pra cá porque queria falar de tristeza. Como uma criança que acabou de cair da bicicleta, eu vim correndo te mostrar o machucado. Exposto, ardendo, fazendo companhia a uma porção de cicatrizes. E, mesmo sabendo que ele, assim como todos os outros, iria fechar com o tempo, eu quis que você olhasse.
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Eu contei minha novela triste, aumentei o teor do drama. Me fiz vítima, entregue, cansada. E você, outra vez, respondeu com silêncio. Esse silêncio confortável, um que existe enquanto a minha cabeça encosta no seu ombro. Um silêncio que cuida, faz o tempo passar, diz mais do que qualquer conversa de regeneração.
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Preocupado em fazer o resto do caminho valer à pena, você colocou um abraço ao meu redor, e eu voltei a pedalar em segurança. Quando já achava que nem tinha porquê seguir. Eu te fiz ficar porque queria falar sobre alegria. Queria te contar do quanto ainda me admirava descobrir algo tão doce, quando todos os doces já me pareciam amargos.
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Eu quis te falar do sol que eu vejo mesmo quando fica nublado, do tanto que o meu peito se aquece mesmo nesses dias de inverno. Quis avisar do quanto o tempo me surpreende, de como o contraste da vida aumentou, do quanto cinco dedos entrelaçados aos meus fizeram tudo ser possível.
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Você me abraçou e me fez dançar na chuva. Riu dos meus defeitos e me levou com aquele guarda-chuva quebrado até o carro. Mesmo em sonho, me acordou com café da manhã na cama e descobriu a melhor maneira de abraçar alguém enquanto dorme. Extrapolou a minha probabilidade de sorrisos e preencheu o predicado de tudo em que hoje eu sou sujeito. Inspirou, acolheu, fez melhor e falou o que sempre precisei ouvir. Uma resposta sincera, completa, inédita.
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E aí fui eu que calei. Porque quando não sou eu que falo, quando o meu coração palpita e eu calo, é você que fala em mim. E quando a gente fala junto, quem se cala é o próprio mundo, pra ouvir falar de um futuro sem muitas cobranças, de um:


futuro sem fim...

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15/03/2009


"E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar...Decidi não esperar as oportunidades e, sim, eu mesmo buscá-las.Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez nunca tivesse sido.Deixei de me importar com quem ganha ou perde.Agora me importa simplesmente saber o melhor o que fazer.Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e, sim, deixar de subir.Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de "amigo".Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, "o amor é uma filosofia de vida".Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.Naquele dia, decidi trocar tantas coisas...Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para se tornar realidade.E, desde aquele dia, já não durmo para descansar.Simplesmente durmo para sonhar."


(Walt Disney)

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11/03/2009






Essa única certeza que temos desde sempre nos assombra tanto, que tentamos esquecer como se fosse possível evitar, e estranhamente não nos conformamos quando chega a tal hora de dizer adeus, e simplesmente deixar tudo para trás, tudo mesmo, nem mais um dia, nem uma lembrança.

O que acontece depois são só hipóteses e crenças, umas nos confortam, e outras simplificam o término de nossa existência, transformando em poeira nossas almas.
Nessa hora são tantas perguntas sem respostas...


Eu acredito em coisas que não posso ver, nem tocar, como a música, por exemplo, completamente impalpável, mas tão viva e real que consegue transformar em muitas nossas sensações.

Muitas vezes o que sentimos não fica estampado no nosso corpo, e mesmo assim, existe.
Todo o processo evolutivo de nossas vidas, nossa grandeza e pequenez oscilam o tempo todo, nos levando assim, a ser quem somos.

Nem tudo que se explica existe, e nem tudo que não explicamos deixa de existir.

É prepotência demais achar que nós, meros seres humanos que nada sabemos nem do nosso próprio corpo, podemos responder tudo. E não é por isso que deixa de existir uma reposta.

Ta aí! Que segredo incrível, a morte! Ninguém pode contar pra ninguém mesmo, que ironia! Nós, que contamos tudo, tudo mesmo, uns para os outros, não podemos revelar o que acontece depois que morremos.

Mesmo sem saber, acredito que somos mais de nós mesmos, somos além, vamos além.
Acredito que essa vida, esse corpo, esse cenário, são só mais um, de tantos outros...
Creio que a vida É dentro de nós, e nos acompanha para sempre.
Independente de para onde vamos, ou o que nos tornamos depois, essa conquista, de ter uma alma, é eterna e intransferível.


Tudo que escrevo aqui é a minha visão, não pretendo convencer ninguém, apenas expor a minha fé na vida, e a minha tentativa de lidar com a morte com mais ternura.

Resolvi falar de algo que às vezes parece ser complicado para os outros, mas uma coisa só é certo para nós nesse mundo e só disso não podemos correr.

Então enquanto temos vida, desejo à todos, que façam isso com amor ao próximo, como o amor ao qual temos a nós mesmos.

Acredito que o resumo da vida seja este, O AMOR - uma palavrinha tão complexa que vem perdendo seu verdadeiro significado ao longo dos anos, ou até mesmo confundido com outros sentimentos e demonstrações de carinho e afeto que temos e vemos por ai.

Para quem acredita em Deus, ou não, sito aqui um trecho do livro mais lido no Mundo, a bíblia.

Tem uma parte citada até na letra de uma música do Renato Russo e que eu ACREDITO fielmente ser a tradução mais sincera do amor, DA VIDA.

1 Corítios 13

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e näo tivesse amor, as minhas palavras seriam como o som de um gongo ou como o barulho de um sino.

Poderia ter o dom de anunciar mensagens de Deus, ter todo o conhecimento, entender todos os segredos e ter tanta fé, que até poderia tirar as montanhas do seu lugar, mas, se não tivesse amor, eu não seria nada.

Poderia dar tudo o que tenho e até mesmo entregar o meu corpo para ser queimado, mas, se eu não tivesse amor, isso não me adiantaria nada.

Quem ama é paciente e bondoso. Quem ama não é ciumento, nem orgulhoso, nem vaidoso.

Quem ama não é grosseiro nem egoísta; não fica irritado, nem guarda mágoas.

Quem ama não fica alegre quando alguém faz uma coisa errada, mas se alegra quando alguém faz o que é certo.

Quem ama nunca desiste, porém suporta tudo com fé, esperança e paciência.

O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas também terminará.
Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos.

Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá.

Mas se quer saber, eu ainda acreditando nesse tal Amor Virgiliano e por isso, conseqüência do que eu mais acredito nessa vida, que eu resolvo deixar fluir...
Sem muitas explicações pessoais, sabe como é, não vou repetir...



Muito AMOR, saúde e paz à todos.

Até. S



ps (básico) - viajei legal. mas eu me permito! =D

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19/02/2009

camacaca




Não! Eu não estou com TPM! – gritou minha amiga depois de xingar o terceiro motorista em menos de cinco minutos. – Eu tô camacaca!

Ela já pegou a maior intimidade com a expressão “tô com a macaca”. De onde será que vem essa expressão? Aliás, por que tantas expressões alusivas aos nossos ancestrais? Tô com a macaca; macacos me mordam; macaquinhos no sótão – conhecem essa? Sempre que alguém tinha uma preocupação boba, ou ansiedade infundada, minha avó se referia a essas sensações como “macaquinhos no sótão” . Macacos são inquietos e a imagem deles no sótão deve ser mesmo a de bagunçar, de desestabilizar a casa...

Quando a minha amiga grita que está camacaca, porém, não é só uma inquietação. É uma irritação, uma vontade de mandar tudo à merda, uma vontade de gritar “me deixem em paaaaaaaz!” E isso tem tudo a ver com TPM, mas, se ela negou, é porque não devia estar no seu período pré-menstrual. Simples assim.

E por que falei isso tudo? Aonde quero chegar? A uma conclusão que talvez cause uma certa estranheza, mas faz sentido. Prestem atenção: essa história de TPM está obsoleta! Quando o mundo era mais calmo, até os anos 70, mais ou menos, ali antes dos yuppies, do avanço galopante da tecnologia e da mulher ultra-moderna, a TPM fazia sentido. O ritmo de vida era mais tranqüilo. Não havia jornada dupla/tripla para as mulheres, exigências absurdas! Então, a tensão pré-menstrual se fazia notar. Era um ruído na personalidade de quem sofria dessa síndrome. Um acorde dissonante na música doce que as mulheres, em geral, tocavam.



Mas hoje? Respondam com sinceridade: vocês conhecem, hoje em dia, alguma mulher que seja calma, tranquila o mês inteiro, e que se transforme durante um ou dois dias do ciclo menstrual numa pessoa estressada, às vezes enfurecida? E depois essa mesma mulher volta a ser tranquila, só repetindo esse padrão normal-louca-normal no mês seguinte? Eu não conheço. Hoje a tensão aparece quando os serviços públicos ou particulares não funcionam, quando o chefe enche o saco, quando o trânsito é caótico, quando a gente olha pra cara dos governantes. Enfim... Aparece o mês inteiro! E como a gente não pode ficar com TPM o mês inteiro, a gente fica camacaca!

É tão mais prático isso, e tão mais democrático, porque camacaca amplia o público alvo da TPM, atendendo às demandas de mulheres mais velhas que já entraram na menopausa, por exemplo, e, é claro, dos homens! Eles vão ser os maiores beneficiados quando o camacaca for mais aceito e instituído como um mal do novo século. Vão perceber que camacaca é unissex e que eles têm, enfim, a chance de sofrer de algo mais… mais porralouca que um simples estresse. Estresse já está tão batido e a gente administra, não é mesmo? Técnicas e mais técnicas surgem no mundo moderno com esse papo de “administrar” o estresse. Pois camacaca ninguém administra. É muito mais radical. Mais moderno. Mais a cara de pessoas antenadas. Vocês vão ver… eles vão se aproveitar disso e eu não os culpo. Sinceramente… anos e anos de álibi que temos com a TPM, é mesmo uma questão de solidariedade a gente emprestar o camacaca pra eles também.

Imaginem… os homens vão poder se exaltar numa reunião de negócios, ameaçar “sumir daqui até vocês aceitarem minha negociação!!” e depois, sem-graça, dizer: “desculpem, senhoras… senhores… mas é que hoje eu estou camacaca.” A gente vai ver homens de bem sendo absolvidos num tribunal depois de terem puxado o cabelo de alguém no trânsito ou arranhado a lataria de uma “idiota, imbecil, perua!” que roubou a vaga deles bem em frente ao escritório. Decisão unânime do júri baseada em fatos incontestáveis: “o réu estava passando por um período camacaca…”.
E caso encerrado. =)



bjuuu Su.

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06/02/2009

ah, a felicidade...

Você já parou um dia pra pensar o que é felicidade? Esse sentimento que todo mundo fala um monte, que sentimos quando menos imaginamos e que é único e sincero? Dá pra definir o que é isso? Não falo sobre essa pseudo-alegria e bem estar imediatos que a gente vê em propagandas, revistas e comerciais, quando todo mundo ri de tudo e só alcançam a felicidade as pessoas que tem o carro tal, que são magras, usam roupas caríssimas ou vivem viajando e torrando dinheiro.

Falo da felicidade real, que a gente sente quando alguma coisa boa te faz bem e que acontece na vida de gente comum, assim como o tal: eu e você.
Felicidade. Segundo o Aurélio, significa ‘qualidade ou estado de feliz, ventura, contentamento’. Convenhamos que não é a melhor definição para o sentimento, mas dá pra aceitar. O nome é meio piegas, simples, injusto até para todas as coisas boas que ele traz. Quem está feliz é mais tranqüilo, risonho, bem humorado, calmo, sorridente... E feliz. Pessoas de bem com a vida e consigo mesma são assim. Gente do bem é feliz. E as bem resolvidas também. Crianças, na maioria das vezes, são felizes_ e deixam os outros idem.

Existem dois tipos de pessoas felizes: as que realmente são_ e não forçam nada pra que isso aconteça_ e as que são ‘seres felizes’. Um ‘ser feliz’ é facilmente identificado: é aquela pessoa que não é, mas faz de conta que está e todo mundo percebe. É a pessoa que quer ser amiguinho de todo mundo, fica rindo sem motivo, quer se enturmar. Ser ‘feliz’ é quase como ser um idiota, mas bem disfarçado. A graça disso tudo é ser feliz de verdade.

O que lhe faz feliz? Vale lembrar que aqui só entram as coisas que temos e não os desejos impossíveis, que nem sabemos se um dia teremos ou não. O que importa é ser feliz agora _ mas de verdade, sem querer se enganar ou enrolar os outros_ com as coisas que temos e conquistamos na vida. As coisas que com o tempo fomos identificando como aquelas que nos fazem bem, nos deixam sorrir do nada no meio da tarde ou cantar uma música que se gosta, ver as pessoas que se ama, contar nos dedos das mãos o nome das suas amigas, rever fotos, ver filmes... Eis a minha felicidade: descobrir e curtir essas coisas todas que gosto e que me fazem bem.

Todo mundo tem isso, a sua listinha das coisas que se gosta, que lhe faz bem e merecem acontecer muito mais vezes. Concordo plenamente com o ditado que diz que “A felicidade encontra-se nas pequenas coisas”. E não é que é mesmo?







Bjus Su.

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